sexta-feira, 24 de julho de 2015

CRÍTICA DO FILME "CARROSSEL" POR ALYSSON MELO

    Quando soube que iriam adaptar a novela Carrossel para os cinemas confesso que fiquei bastante receoso com isso, por conta que no fundo sentia que o resultado não seria muito bom, afinal, já é difícil adaptar uma versão mexicana de origem da Televisa imagina trazer uma história inédita para as telonas.


    A história foca nos personagens já pré adolescentes. A professorinha Helena sai de cena com a desculpa que esta de licença maternidade (na história), mas na vida real a atriz que a interpretou não pode fazer o filme por contrato com a Globo. Os alunos da Escola Mundial estão de férias e logo nas primeiras cenas dentro do ônibus mostra-se vários momentos divertidos e que tiram o sorriso da criançada, assim como a música tema da novela que já traz um clima de nostalgia para quem acompanhou a novela pelo Canal SBT. A turma está indo para o acampamento Panapaná, pertencente ao avô de Alicia. Lá eles participam de uma gincana organizada pelo senhor Campos, que faz o possível para que as crianças se divirtam a valer. Entretanto, a chegada de González agita o local, já que ele representa uma incorporadora que pretende comprar o terreno do acampamento para transformá-lo em uma fábrica poluidora. Para atingir seu objetivo, González e seu fiel parceiro Gonzalito (vivido pelo comediante e ator Oscar Filho) que está muito hilário e quase irreconhecível no papel, os vilões usam de todos os artifícios possíveis, inclusive sabotar o acampamento e difamar seu Campos.


    O roteiro tem uma premissa bem leve, solta e descontraída que mostra a aventura que é ser adolescente com muitas doses de diversão, alegria e confusões entre a turma, a história vai mostrando cada personagem de maneira que o público conheça os personagens (ou se já conhece que se reconecte com eles, onde vai sendo visto as características de cada um: Cirilo, o menino apaixonado, Maria Joaquina a patricinha, Valéria a Espevitada e assim gradativamente todo o elenco.

    Os diretores Alexandre Boury(conhecido por ter dirigido dois longas com o Renato Aragão) e o Mauricio Eça( que dirigiu o ótimo “Apneia”) conseguem fazer uma direção satisfatória dentro da proposta que era trazer um filme infanto juvenil com os elementos chaves que fizeram de Carrossel ser um sucesso entre todo o Brasil: o carisma dos atores e a caracterização dos personagens ajudaram muito para fortalecer essa história inédita dos alunos do Mundial.

   O elenco é formado pelos mesmos da era televisiva só que aqui vocês poderão vê-los bem diferentes, crescidos e os destaques vão para o ator Jean Paulo Campos como Cirilo roubando as cenas onde aparece, Larissa Manoela como a Maria Joaquina mostrando que mesmo o tempo tendo passado ainda continua a mesma garota de antes: esperta, ambiciosa e sempre antenada e no mesmo fluido esta a Maysa que interpreta a personagem Valéria que passa boa parte do filme em desilusões amorosas com o seu namorado. O elenco juntos trazem uma boa energia e conseguem passar uma imagem bem divertida para quem está assistindo.


    O principal problema de Carrossel o Filme está nas filmagens e roteiro, apesar de funcionar na tela, o longa em vários momentos possuiu um ar muito televisivo, é como se o público estivesse assistindo um capítulo esticado da novela em pleno cinema, outra questão é o roteiro que poderia ter sido mais elaborado e não tanto previsível de forma que o expectador pudesse sentir maior apelo e encantamento pelos personagens e história, não passando a emoção que era pra ser passada, mesmo nos momentos de drama, a história não cativa e nem é ruim simplesmente é satisfatória dentro da proposta que foi criada: entreter os pequenos.

   Carrossel é um longa mais para crianças e adolescentes verem, do que os adultos o que não é nenhuma novidade, mas a premissa foi concluída de forma positiva, traz uma trilha sonora legal, muitos momentos cômicos e de diversão além de nos fazer lembrar da infância que cada um de nós tivemos um dia, não é um filme memorável mas cumpre no sentido de trazer a sensibilidade de que ser criança é uma das melhores fases da vida.

NOTA: 05/10

Crítica escrita por: Alysson Melo
Imagens: Internet

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