domingo, 8 de março de 2015

CRÍTICA DO FILME: 50 TONS DE CINZA (por Alysson Melo)

           Não é difícil saber qual é o filme mais comentado nas últimas semanas. 50 tons de cinza, está dando o que falar, e as diversas opiniões se convergem. Por ter uma temática de certo modo polêmica, o envolvimento dos protagonistas remetem a inúmeras visões. E você, já assistiu? O nosso colunista e cinéfilo, Alysson Melo, assistiu e traz aqui para os leitores do Click Will, o seu comentário.



        O Longa que conta a história de Anastasia Steele (Dakota Johnson) onde a mesma estudante de literatura de apenas 21 anos, onde no longa é mostrada como uma moça pura e virgem. Então em um dia ela entrevista para o jornal da faculdade o poderoso e milionário Christian Grey (Jamie Dornan) onde após um bate papo diferente e inusitado nasce uma complexa relação entre eles: com uma forte atração sexual e desejo. Ela até então encantada pelo galã resolve ceder aos encantos do novo amado e conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do cético Grey.


      A partir dessa narrativa que se mostra um roteiro mediano para um livro mediano em que foi baseado, não sendo um ótimo filme e nem um filme ruim, mas aceitável para a proposta que foi contada no livro que faz parte de uma trilogia com os livros: “Cinquenta tons de Cinza”, “Cinquenta tons mais Escuros” e encerrando com “Cinquenta tons de Liberdade” escrito pela autora: L E James.         No desenrolar da trama é possível notar um enredo repleto de clichês, mas dentro da narrativa eram necessárias para o desenvolvimento da história, as cenas de sexo e nudez acredito que ficaram bem montadas, souberam suavizar com a sensualidade do casal e as cenas não ficaram vulgares, afinal essa não é uma história de amor e sim uma história que gira em torno do sexo.
      Como adaptação deixou a desejar em muitos pontos é claro mas acertou em outros como a ótima fotografia e trilha sonora a exemplo da regravação do sucesso da Beyoncè com “Crazy in Love”, feita exclusivamente para a trilha do filme. A história realmente é estranha e poderia ter sido melhor escrita, muitas pessoas estão dizendo que esse filme é lixo, ruim, péssimo eu acredito que o filme fez bem o seu papel para uma trilogia que conta uma história fraca e que poderia ser bem melhor do que é.


       O casal protagonista Jamie e Dakota atuam, ok, mesmo eu esperando uma química maior entre os atores mas fizeram o papel que foi proposto a eles, os produtores sabiam que não poderiam fazer cenas de sexo mais reais devido à censura, então o que eu vi na tela foi satisfatório para contar uma história sobre sexo, dominação e fetiches.
     A verdadeira lição aqui é você não se deixar levar pelo desejo e impulsos e ser sempre você mesma, mesmo que te imponham a ser diferente ou ser mandada. O mais correto a se fazer, é dizer não, valorizando-se porque fazer sexo podemos fazer com qualquer pessoa, mas quando estamos apaixonados fazer amor é de fato o melhor. E se a pessoa não sente o mesmo que você, é porque não te valoriza, o melhor é partir para outra e seguir em frente de cabeça erguida, seja você sempre!

NOTA: 6,0
Crítica: Alysson Melo
Imagens: Internet

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